quarta-feira, 11 de abril de 2012

O ToonDoo é um site onde você pode criar sua própria tirinha,

http://informaticaeeducacaoblog.blogspot.com.br/2007/06/quadrinhos.html

terça-feira, 3 de abril de 2012

Páscoa

Gotas de óleo

Num quarto modesto, o doente grave pedia silêncio.
Mas a velha porta rangia nas dobradiças
cada vez que alguém a abria ou fechava.
O momento solicitava quietude,
mas não era oportuno para a reparação adequada.
Com a passagem do médico, a porta rangia,
nas idas e vindas do enfermeiro,
no trânsito dos familiares e amigos,
eis a porta a chiar, estridente.

Aquela circunstância trazia, ao enfermo e a todos
que lhe prestavam assistência e carinho,
verdadeira guerra de nervos.
Contudo, depois de várias horas de incômodo,
chegou um vizinho
e colocou algumas gotas de óleo lubrificante
na antiga engrenagem e a porta silenciou,
tranqüila e obediente.

Em muitas ocasiões há tumulto dentro de nossos lares,
no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.
São as dobradiças das relações
fazendo barulho inconveniente.
São problemas complexos, conflitos,
inquietações, abalos…
Entretanto, na maioria dos casos
nós podemos apresentar a cooperação definitiva
para a extinção das discórdias.

Basta que lembremos do recurso infalível de algumas
GOTAS DE COMPREENSÃO
e a situação muda.
-Algumas
GOTAS DE PERDÃO
acabam de imediato
com o chiado das discussões calorosas.
GOTAS DE PACIÊNCIA
no momento oportuno podem evitar grandes dissabores.
GOTAS DE CARINHO,
penetram as barreiras mais sólidas
e produzem efeitos duradouros e salutares.

Algumas
GOTAS DE SOLIDARIEDADE
e FRATERNIDADE
podem conter uma guerra de muitos anos.

- É com algumas
GOTAS DE AMOR
que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas
dos corações confiados à sua guarda.

- São as
GOTAS DE PURO AFETO
que penetram e dulcificam as almas ressecadas
de esposas e esposos,
ajudando na manutenção da convivência
duradoura.

- Nas relações de amizade, por vezes, algumas
GOTAS DE AFEIÇÃO
são suficientes para lubrificar as engrenagens
e evitar os ruídos estridentes da discórdia
e da intolerância.

Dessa forma, quando você perceber
que as dobradiças das relações
estão fazendo barulho inconveniente,
não espere que o vizinho venha solucionar o problema.
Lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia
lançando mão do óleo lubrificante do amor,
útil em qualquer circunstância, e sem contra indicação.
Não é preciso grandes virtudes
para lograr êxito nessa empreitada.
Basta agir com sabedoria e bom senso.
Às vezes,
são necessárias apenas algumas
GOTAS DE SILÊNCIO
para conter o ruído desagradável
de uma discussão infeliz.



E se você é daqueles que pensa
que os pequenos gestos nada significam,
lembre-se de que as grandes montanhas
são constituídas de pequenos grãos de areia.

domingo, 11 de março de 2012

Clique na imagem para ampliar!!!


http://www.smartkids.com.br/passatempos/poesia-poesia-interativa.html

DIA DA POESIA - 14 de Marco

Aos poetas...

Poesia é uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga.
Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia, pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves.
Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos.
Castro Alves escreveu obras clássicas como "Navio negreiro" e "Espumas flutuantes".

Faça um poema e mostre o poeta que existe em você!!!


http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/14-marco-dia-nacional-da-poesia.html

Meus queridos!!! Como prometi aqui estão as fotos do Sarau 2011, é só salvar no computador

Clique na foto para Ampliar!!!







Crônica de uma Saudade

Silas Correa Leite




Crônica de uma Saudade

Centenário do Poeta Mário Quintana







Pois é, querido poeta Mário Quintana, hoje é três de julho de 2006 e
farias cem anos!. Farias, não, que fazes, tu sabes o lugar que estás, pois o
lugar que estás é o lugar-luz que és, até mesmo e principalmente na escala de valores literário da história. És nome de escola, de rua, de biblioteca, a
casa-hotel em que habitavas agora é um Centro Cultural, e lá está a memória viva de tu´alma, teus tarecos diversos entre objetos que te inspiraram, nos poemas que deixaste para nosotros.

Ouvi e vi um menino vidrado te declamando todo garbo, vi tua filha inaugurando uma mostra-exposição, vi teu quarto de dormir - e ainda sonhas? - porque tudo na vidinha passa, mas foste menino-passarinho, com tua poética-passarinho, e lá estava a moça cicerone dando uma lanterna para a turista-repórter boquiaberta te ler em poemas murais, aclareado no escuro, numa bela montagem-instalação de ti, muito além de ti. Já pensou, guri?

Centenário é um poema do longe dentro da gente, ou da gente dentro do longe saudoso e quase pensadilho também?

Pois é, caro poeta Mário Quintana, com tua poesia quintanilha, punhas a alma avelã no quorador das idéias, e secavas o teu poema numa fresta da folha da janela, numa fresta-pano do varal, num ponto de fuga todo especial de ti; tua poética quintaneira de quintais urbanos, trapézios enluados, enfeitiçando a petizada, fuzarqueando, tu mesmo um guri a desvendar os véus de utopias, nas releituras tantas, ricas, páginas viradas de vidas e memórias, de contações e das quireras líricas de tua estadia no meio de nós, poemas aos quatro cantos e aos quatro ventos.

Teu poetar morava nas idéias das coisas. Hoje são cantares, cantatas, nênias e invencionices puras, mosaicos de tua alma nau.

No galeio de teus versos, a poesia trololó, peneiradinha com um gauche em torno de coisas primárias, básicas, primordiais, nutridas pelo teu açúcar, extrativismos de momentos, recolhes de pertencimentos, técnicas de cortar cana e fazer doces palitos-poemas, pilhas-palitos-poemas, energizando o lado piá (grotesco-bucólico) da gente, brava gente, mais a vidinha maroteira das idéias chãs, dando um gute-gute, um chape-chape, feito um recolhedor de focos, polaróides, fotogramas, closes, insights, com tua poetagem que esparramava haicais tropicais em sulinos berços esplêndidos, feito um moinho letral de dizer contentices noturnais e bonitezas pré-aurorais.

Mário Quintana com cem anos, e ainda ali pondo tua alma criança para poetar o belo, o mágico, a poesia que saía leve e suave, nuvem e solta, poucos versos nas metragens e tanto conteúdo existencial. Farias cem anos, belo, e aqui ainda fazes conosco, com teus livros, tuas fotos, tua poesia de ninar gente grande, poeta-passarinho.

No roda-cotia das doces relembranças, o teu sereno olhar de avoar jabuti, a tua voz de menino grande, como uma pequena clarineta-requinta afinada de vivências, os teus gestos magnos, mais o teu olhar acima e sobre todas as coisas, tirando fragmentos de instantes nus, atiçando nodais de injustiças, pincelando tua vida por registrar isso mesmo: teu tempo, as asperezas dos homens, as lanternas sobre tristices dessa gente humilde e a voz do povo resgatada em teu lirismo que embonitava tudo.

Cem anos, Mário Quintana, pois que viajaste fora do combinado, foste poetar nos pagos celestes enserenados de divindades, e nós aqui sem um fotógrafo de registros comuns, cotidianos, como tu; que dão seladura à tabua de carne dessa vidinha que seria uma merreca, se não foste o que deixaste de lastro lavra, um olhar que via da lagarta de couve ao long-play de Caruso com voz enlivrada por teus criares. Fazes falta, poeta, fazes falta.

Saberias colocar quebra-queixo nos nossos curtumes e purgações, porque teus poemas eram esse grude que enricava a nossa alma por teus olhares sadios e recuperadores de momentos, imagens e sentimentos. Na maria-mole queimada de teus poemas, no suspiro cor-de-rosa de tuas palavras, no pé-de-moleque de teu serpentear versos, ficamos sem a benção de teu poetar bendito, buquê de elencos versejados.

Será que foi Mário Quintana quem escreveu tantos versos bonitos, ou foi algum verso-guri delezinho que o criou como encantado, para nos tirar picumãs de tristices? E agora essa saudade beliscando a beldroega da ausência. Ora, deve ser ele mesmo que, de novo, todo trancham, estilingue na mão direita, cetra na calça rancheira ou de morim-cambraia, continua pondo sentimentos revisitados dentro de nossa alma saudosa? Vá saber. Poesia-passarinho não tem engenhos do tempo para nortear, é livre, vai e vem, faz e acontece, se pirulita daqui prali. Por isso que digo que, sim, ele está no meio de nós, e nós o vamos lendo como salmos contentes de seus achados existenciais, como certidões de seus documentos íntimos: belezura de pôr groselha na alma criança da gente, iluminando o coração daquele que ainda têm coração.

Querido Mestre Mário Quintana, dá licencinha, como num jogo de contas de vidro, vou pular a amarelinha da saudade água viva e ler os
poemas-história-em-quadrinhos que escreveste para que pudesses permanecer sempre moleque-camaleão dentro da alma rueira da gente.

Canção da garoa

Mário Quintana



Canção da garoa


Em cima do telhado
Pirulin lulin lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim.


O relógio vai bater:
As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.


E chove sem saber porquê
E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...